quarta-feira, 17 de setembro de 2014

                                                      Prova  para 6º ano
                                              Uso do porque e pontuação
1-      Complete as lacunas abaixo com:  por que, porque,   por quê ,  porquê.
a-      Não consigo entender ________________ tantos jovens se drogam.
b-      _____________as  drogas apavoram tantos os pais?
c-      Seu amigo se isolou do grupo ________________?
d-      Não fui á festa __________________ estava doente.
e-      Não sei _____________________ de sua revolta.
f-        Não sei ________________ o índio corria.
g-      Não entendo ________________ ele canta.
h-      Aquela menina não sabe o _________________  foi advertida.
i-         Eles ficaram assustados __________________ os cães latiam muito.

2-      Empregue a vírgula adequadamente:
a-      Apaixonado por aparelho telefônicos Denivan  desde criança quer ser engenheiro eletrônico.
b-       São Paulo 11 de dezembro de 2012.
c-      Ontem ás 14 h numa sala especial a diretora da  Telesp reuniu-se para discutir novos projetos.
d-     Eduardo é inteligente educado e calmo.
e-      Gosto de laranja mamão maça pera e abacaxi.
f-       Você tem desobedecido aos regulamentos da escola Eudes.
g-      Agnaldo você tem jogado bem ultimamente!

3-      Leia com atenção reconheça as pontuações que faltam nas frases abaixo  e coloque  adequadamente .
- Gilson você vai á festa de hoje
- Não tenho certeza
- Tudo bem mas se for me ligue
- Ligarei sim
- Peter leva esse livro a tua tia por favor
- Levo sim  até logo
-Até

4-      Identifique as locuções adjetivas nas frases abaixo:
a-      Essas fantasias e da  moçada._____________________________
b-     Vera só come  carne de boi . _____________________________
c-      Ele tem uma força de leão. _______________________________
d-     Que rosto lindo parece de anjo. ____________________________
e-      Nossa! Que fome de  cão. _________________________________
f-       Estavam armados com armas de guerra! _______________________
g-      Um assunto de mulheres. __________________________________
h-      Uma cidade sem passado. __________________________________
i-         Coração de caçador. _______________________________________
j-       A história sem fim. _________________________________________

  

      “ Um homem nunca sabe daquilo que é capaz até que o tenta fazer.” Charles Dickens
                                                         Bom estudo!


domingo, 14 de setembro de 2014

 Vejam   a síntese  do texto abaixo.


                                                     O QUINZE
Debaixo de um juazeiro grande, todo um bando de retirantes se arranchara: uma velha, dois homens, uma mulher nova, algumas crianças.
O sol, no céu, marcava onze horas. Quando Chico Bento, com seu grupo, apontou na estrada, os homens esfolavam uma rês e as mulheres faziam ferver uma lata de querosene cheia de água, abanando o fogo com um chapéu de palha muito sujo e remendado.
Em toda a extensão da vista, nenhuma outra árvore surgia. Só aquele juazeiro, devastado e espinhento, verdejava a copa hospitaleira na desolação cor de cinza da paisagem.
Cordulina  ofegava de cansaço. A Limpa-Trilho gania e parava, lambendo os pés queimados.
Os meninos choramingavam, pedindo de comer.
E Chico Bento pensava:
- Por que, em menino, a inquietação, o calor, o cansaço, sempre aparecem com o nome de fome?
- Mãe, eu queria comer... me dá um taquinho de rapadura!
- Ai, pedra do diabo! Topada desgraçada! Papai, vamos comer mais aquele povo, debaixo desse pé de pau?
O juazeiro era um só. O vaqueiro também se achou no direito de tomar seu quinhão de abrigo e de frescura.
E depois de arriar as trouxas e aliviar a burra, reparou nos vizinhos. A rês estava quase esfolada. A cabeça inchada não tinha chifres. Só dois ocos podres, mal cheirosos, donde escorria uma água purulenta.
Encostando-se ao tronco, Chico Bento se dirigiu aos esfoladores:
- De que morreu essa novilha, se não é da minha conta?
Um dos homens levantou-se, com a faca escorrendo sangue, as mãos tintas de vermelho, um fartum sangrento envolvendo-o todo:
- De mal-dos-chifres. Nós já achamos ela doente. E vamos aproveitar, mode não dar para os urubus.
Chico Bento cuspiu longe, enojado:
- E vosmecês têm coragem de comer isso? Me ripuna só de olhar...
O outro explicou calmamente:
- Faz dois dias que a gente não bota um de-comer de panela na boca...
Chico Bento alargou os braços, num grande gesto de fraternidade:
- Por isso não! Aí nas cargas eu tenho um resto de criação salgada que dá para nós. Rebolem essa porqueira pros urubus, que já é deles! Eu vou lá deixar um cristão comer bicho podre de mal, tenho um bocado no meu surrão!
Realmente a vaca já fedia, por causa da doença.
Toda descarnada, formando um grande bloco sangrento, era uma festa para os urubus vê-la, lá de cima, lá da frieza mesquinha das nuvens. E para comemorar o achado executavam no ar grandes rondas festivas, negrejando as asas pretas em espirais descendentes.
Rachel de Queiroz
MODELO
Arranchados sob um juazeiro, em meio àquela desolação, um bando de retirantes tentava aproveitar uma vaca já em estado de putrefação, para combater-lhe a fome de dois dias. Quando Chico Bento, com o seu bando, aproxima-se também em busca de abrigo e, compadecendo-se daquela situação, divide com os miseráveis o resto de alimento que trazia, deixando o animal para os urubus.
                                    http://www.algosobre.com.br/redacao/como-sintetizar-um-texto.html
A síntese de texto consiste em reproduzir, em poucas palavras, o que um autor expressou de forma mais ampla. Desse modo, só devem ser aproveitadas as idéias essenciais, dispensando-se tudo o que for secundário.
Para a realização de uma boa síntese é necessário, antes de mais, ter compreendido o texto original, para depois redigir um novo, com base no primeiro.
Sublinhe as partes mais importantes e anote os pontos que deverão ser relatados em sua síntese. Introduza o texto, apresentando o tema, o nome do autor e exponha os fatores inerentes ao tema, ou seja, os pontos centrais do texto original.
A ordem dos acontecimentos não tem necessidade de ser a mesma do texto original, mas deve-se respeitar as relações entre fatos, sem alterar significados que o autor quis transmitir. Evite copiar na íntegra partes do texto original.
Exercite seu vocabulário procurando manter o mesmo nível de linguagem do autor, porém sem copiá-lo. A síntese é sempre redigida em terceira pessoa, de forma concisa e clara, nunca transcrevendo em discurso direto. Não se envolva nem participe do texto com opiniões ou análises pessoais, limite-se apenas a resumi-lo, ou seja, sintetizá-lo.


                                                                                        Vivian  Federicci
Leia mais: http://explicatudo.com/como-fazer-uma-sintese#ixzz3DLudAz00