quinta-feira, 20 de agosto de 2015

FACULDADE CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA DARWIN
DEPARTAMENTO DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA
LATO SENSU
Mantida pela Associação Darwin de Educação e Pesquisa
Instituição de Ensino Superior, Campus sede na QS 07 Rua 400, LT 01
Águas Claras, Brasília/DF, Credenciada pela Portaria Ministerial – MEC nº 222 de 15 /11/2014
Publicada no D.O. U. em 15/11/2014


MARIA CANDELÀRIA MACIEL DA SILVA





A FETIVIDADE NA EDUCAÇÃO FAZ A DIFERENÇA








Corumbá
2014
FACULDADE CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA DARWIN


MARIA CANDELÀRIA MACIEL DA SILVA








A FETIVIDADE NA EDUCAÇÃO FAZ A DIFERENÇA
                                            
                                                                                               Artigo apresentado como exigência para                              conclusão do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em........., oferecido pela FACULDADE CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA DARWIN, sob a orientação da Prof  ....








Corumbá
2014
FACULDADE CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA DARWIN
DEPARTAMENTO DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA
LATO SENSU
Mantida pela Associação Darwin de Educação e Pesquisa
Instituição de Ensino Superior, Campus sede na QS 07 Rua 400, LT 01
Águas Claras, Brasília/DF, Credenciada pela Portaria Ministerial – MEC nº 222 de 25/01/2005 Publicada no D.O. U. em 15/11/2014
Nome da Orientador (a): ......
Nome do Orientando (a): ......
Tema do Trabalho de Conclusão de Curso: .....
Aspectos avaliados:
Nota
Organização do relatório de acordo com a normatização da ABNT


Explicitação das delimitações do tema


Problematização


Fundamentação teórica


Descrição da metodologia de pesquisa


Apresentação clara e objetiva dos dados coletados


Análise crítica e fundamentação dos dados


Exposição da conclusão com base nos objetivos e problematização


Coerência teórico-metodológica


Clareza, coerência, correção da linguagem.


Regularidade no cumprimento das tarefas solicitadas durante as orientações


Realização das alterações solicitadas pelo orientador


Média final


Parecer do orientador:
Data:___/___/____                                                 _______________________________
                                                                                                                              Assinatura

RESUMO
Este artigo vem demonstrar a relação entre educação e afetividade, sua importância e suas relações entre professor, aluno, escola e seu ambiente familiar. Mostrará a importância do professor em conhecer seu aluno, e assim buscar atender às necessidades da escola, porém  atendendo a sua própria.. Tem como objetivo mostrar que hoje em pleno século XXI a educação “parece” não  estar  ligada  a valores, pois  a violência tem crescido nas escolas  e  a maioria dos alunos tem  demonstrado  desmotivação pelo estudo .Os professores vivem  buscando   diariamente   uma  forma  de  contornar a situação  no setor educativo, vivem  em  busca   de  mudança   para  melhor  acompanhar a aprendizagem do aluno. Esta pesquisa contribuirá para apresentar como o profissional deve se preparar para  tornar-se um  educador de qualidade, capaz de conviver   e  trabalhar  com pessoas diferentes e com as novas realidades da educação que passa por um  processo de mudança, como por exemplo o avanço  tecnológico.  


Palavras - chave:   Escola. Educação. Afetividade. Diferença. Aceitação. Mudança.










                  ¹Pós-Graduanda em Psicopedagogia Institucional e Clínica.
                  ² Docente do Instituto Master de Educação e Cultura.



A FETIVIDADE NA EDUCAÇÃO FAZ A DIFERENÇA


aluno¹
orientadora ²
INTRODUÇÃO
       Segundo a escritora White (2008, p. 5)
A  educação da criança, em casa ou na escola não deve ser como  no mundo animais; pois as crianças têm vontade inteligente, a qual  deve ser dirigida de maneira a reger todas as suas faculdades. Os animais   devem   ser treinados, pois não possuem razão nem inteligência. À  mente humana que  deve ser ensinado  o domínio próprio ela deve ser educada a fim de governar  o ser humano, ao passo  que os animais  são governado por um dono, e ensinados a ser submissos. O dono é  a mente o juízo e vontade para o animal. Uma criança pode ser  ensinada  de maneira a não ter vontade própria, assim como  o animal. Sua individualidade pode imergir na da pessoa que lhe dirige o ensino; sua vontade, para todos os intentos e desígnios, estará  sujeita à vontade de seu mestre.
Às crianças assim educadas serão sempre deficientes em força moral e responsabilidade como indivíduos. Não foram movidas  a  agir pela razão e por princípios; sua vontade foi controlada por outros, e a mente não foi desafiada  a expandir-se  e  fortalecer-se pelo exercício.
A compreensão dos textos de White (2008) permite refletir na grande responsabilidade do educador, em levar  o  aluno   a  ser  um  ser pensante que  saiba  usar   a ideia  relacionada  ao    conhecimento , usar  a razão  em determinada  decisão.  E  na condição  de  um educador  profissional    em  ser  a pessoa   que  o   ajude    a   desenvolver  o  aprendizado.  O texto  da  senhora White       também   mostra  que  o  educador  não  deve  querer  parar  quando se deparar  com uma dificuldade   que  por ventura vier suceder, por exemplo quando  se deparar  com  uma  criança  que  necessite  de  mais tempo para entender um conteúdo”. Incentiva  o educador  a pensar  em  buscar  meios  para  ajudar   o  aluno, principalmente  aqueles  que tem  dificuldade  em  respeitar  regras da  escola. Muitos alunos sabem respeitar as regras estabelecidas parecem ser bem educadas , porém quando se veem  diante da regra  rompidas  se sentem incapaz de agir, pensar ou decidir por si própria.

A mesma autora deixa claro que a educação começa em casa  e os primeiros educadores são os pais, em seus  escrito  nota-se  a importância  do educador  em  ter um bom relacionamento  com   os pais dos  alunos para juntos  encontrar  meios  de  ensinar  a criança,  ajudá-la  a  entender  a  disciplina administrada  pelo professor, motivando a criança   a refletir  na   qualidade de uma boa educação.
                   A afetividade faz  a diferença, pois onde  há uma busca de um relacionamento de amizade   e compreensão  o trabalho educacional tende  a ser melhor. O aluno precisa entender que a escola é um ambiente agradável, a qual  complementa o ensinamento  de casa, e amplia com ensinamentos   didáticos   que  servirão para  a vida. As crianças  e  os jovens devem ser   educados a  ser ,    a ouvir  a voz  da experiência dos pais  e mestre,  a fim de que possam   desenvolver  uma mente  que pense  antes de agir, que desenvolvam  o sentimento de respeito por si próprio e aprendam a confiar  na  capacidade   em  se  tornar um adulto  responsável.

Da cooperação a aceitação
No livro  “Poder dos quietos”  de  Susa Cain   esclarece  que  a cooperação  quando  somada com a afetividade  possibilita uma mudança para melhor. Porque  ela  facilita  o contato com o  aluno, esse passa a ouvir  o professor, e a desenvolver   melhor  a disciplina  que está sendo aplicada. É  importante  olhar  para o aluno    com  olhar  diferente, ou seja  um  professor    precisa  aprender  a  buscar  entender  o  porquê  do   aluno  não  aprender  determinada matéria.
Sabendo-se  que  não é possível  ser  dez   tudo, mas também,   que  não  se  pode  acomodar  quando  o aluno  tira nota baixa  em  determinada   matéria, é necessário conversar com o aluno  procurar  através de  dialogo ajudá-lo;  fazê-lo se sentir querido,  tentar  despertar    o interesse nele em melhorar o que falta. Quando  um  aluno se sente amado e compreendido  pelo mestre, ele procura  devolver  o afeto recebido  e esse geralmente  e através  das notas  e do compromisso  com as tarefas, trabalho solicitado,  os jovens gostam de se  sentirem importante. É  preciso  o educador  lembrar que foi um aluno.  Assim haverá uma melhor aceitação. Quando o educador  aceita  o  educando  como  ele é  facilita   o  trabalho.  Veja as seguintes  frases de  Vigostsky,  e a do Wallon  retirada  na internet em 05/12/2013”
              
                               “Através  dos outros, nos tornamos nós mesmos.”
                                                   “ O saber  que não vem da experiência não é realmente saber”
      Interessante  que  ao  compará-la  compare  com a de  Wallon  citada abaixo  percebe-se   o quanto  é  importante  desenvolver  a  afetividade ao   trabalhar   não  só  com  a criança, mas também  com   adolescente  e adulto.
  “ Não há como se dirigir  á  inteligência da criança  sem  se dirigir à criança como  um  todo.”
Interessante  destacar  que  essas  frases  podem  ser  relacionadas às pessoas   em  geral,  por  experiência, tenho observado  essa realidade. Por  trabalhar  com  alunos  do ensino fundamental no período vespertino   e  EJA  Estudo Jovem  e Adultos  período noturno  percebo  que  muitos  alunos  tem  uma  história  de  vida  que   confirma    as  frases   de  Vigostsky  e  Wallon,   citadas acima.
Segundo  o artigo elaborado por  Marinalva Lopes Ribeiro.  As relações entre professores e estudantes podem contribuir para a melhoria de atitudes positivas em relação ao conteúdo das disciplinas escolares e aos professores que as ministram (Dias, 2003; Espinosa, 2002; Morales, 2001). Chaves e  Barbosa (1998); Felden (2008) e Ribeiro (2008), com efeito, constataram que os alunos demonstram maior interesse pelas disciplinas cujos professores mantêm uma relação amistosa com eles, fazem-lhes elogios, incentivam-lhes, trocam  ideias  sobre seus deveres e questionam sobre suas vidas, demonstram afeição ou, ao menos, não são agressivos, como se pode verificar no depoimento  extraído  do  artigo.                     :
Quando eu não gosto do professor, ele não me incentiva nem um pouco a estudar, eu só estudo pra passar, infelizmente, eu sou assim. Agora, quando é um professor que dá espaço, que incentiva,  que não é diferente com o aluno, é igual com o aluno, o aluno estuda além do que é pra estudar, comigo é assim. Um professor que gostava muito, eu corria atrás, estudava, fazia pergunta (Estudante de Matemática,  2010.

O aluno  passa a aceitar  não só o professor  como a querer aprender a disciplina ministrada. Ele começa a buscar  muito  mais. Foi  observado  isso  em sala  que   me da  a certeza  de dizer  que  quando o professor  se aproxima do  aluno  e o  motiva   a  aprender   tudo    começa  a  ter sentido para o educando. E  poucos   são   os  que se mostram indiferente diante  do  contato  afetivo.
A afetividade   não está relacionado   somente  a  toque, mas sim á compreensão,a  amizade, ao querer ser amigo do aluno, apesar de sempre  ouvir que aluno não é amigo de professor, mas é  importante  o educador transmitir   confiança, conquistar esse aluno, dessa forma  a troca de saber passará  por  uma  mudança  satisfatória. 
O educador  é o colaborador  no  desenvolvimento de ensino de  qualidade, através de projetos  pedagógicos   significante   capaz   de  favorecer    uma  educação  de   qualidade   para  todos .  E os projetos   devem  ser  elaborados  e discutidos  juntos aos alunos, para que eles se sintam  valorizados  e desenvolvam  com otimismo, utilizando  as  habilidades  adquiridas  a LDB diz:
“O homem     precisa   aprender       a  desenvolver   habilidades     para  se tornar  um  cidadão   competente     capaz     de  entender   a  sociedade,   e  saber  que    todas   as   pessoas    precisam   saber    a  lógica    da    finalidade  educacional    de  acordo   com   a    lei   de diretrizes   Bases.”

A educação Nacional   tem    como   objetivo   formar    cidadão, mas  isso é um  tarefa  árdua   que   o educador    enfrenta    todos os dias   para   fazer   com  que os   alunos  compreendam   que  a educação   é  uma  condição  para  melhorar  a  condição de vida, e  a  melhoria  aconteça     é  através   da  aprendizagem,   no desenvolvimento  da   competência, do   caráter  a qual   vise  competência  para viver   sabendo se relacionar com outras pessoas.
A educação  é  um  processo  que colabora  na constituição  do  sujeito,   e  o sujeito    tem a capacidade  de criar    e  recriar  a aprendizagem, e assim  o educador   é  o  mediador  do   processo   pedagógico. O trabalho  do  professor se torna  mais  rico, pois  além  de  trabalhar  conteúdo curricular  ele  provoca  o desenvolvimento psicológico do aluno.
Segundo o livro  Identidade, Formação e Processos Educativos 1ª Ed 2012  “ Compreende-se melhor em como  VIGOSTSKI  pensava   na  coletividade do homem, pois ele   defendia  a  ideia  de que existe uma origem  histórica social da  psique  humana, sendo assim não se pode pensar  no indivíduo  sem pensar  na condição social  que ele  vive. E como para  Wallon   as  emoções tem o papel  predominante no desenvolvimento da pessoa e é  por meios delas que o  aluno exteoriza  seus  desejos e suas vontades  pouco estimulados, pelos  modelos tradicionais de ensino. “Esse livro é  rico  por apresentar um trabalho maravilhoso da professora Sônia da  Cunha Urt, Rosana Carla Gonçalves Gomes Cintra (orgs.) o qual   possibilita  maior compreensão no processo educativo.

Explorando a inteligência
Segundo o artigo de  Mariana Roncaranti  “Um estudo sobre  o desenvolvimento infantil” apresentado  na  revista  Presença  pedagógica  maio/ junho 2013 p.59 a 62,  e refletindo  na  ideia  apresentada   nota-se   que   a  teoria de  Henri Wallon  ainda  é  um desafio  para muitos  pais, escolas, professores,  as escolas  deveriam colocar  em  prática  ideias   humanistas valorizando  a importância da escola.  As atividades pedagógicas  devem  ser trabalhadas  de forma variada, a inteligência do aluno deve ser exploradas como por exemplo relacionar o conteúdo com  música, jogos,teatros, filmes, poesias, figuras, slides; já  nas leituras  propostas aos alunos  motivá-los a ler  deixando-os  a vontade para expor  a leitura em sala; propondo-os  a  expor   na sala  da forma  que se sentir melhor, porém desafiando-os  a  incentivar os colegas  a ler  o livro exposto. É  importante   fazer   com que os alunos  interajam no  ambiente escolar, é importante   entender que os alunos  são diferentes uns dos  outros e que  existe  diferentes  forma  de  aprender.  Segundo  Wallon  a construção do eu  depende essencialmente do outro, principalmente quando a criança começa  a viver  a chamada crise de  mudança.

A importância do diálogo com o aluno
O livro  O poder dos quietos   de Susan Cain 2012  reforça  bem  a  importância   em  dialogar com o aluno, e  como  também é  um  ótimo começo para um relacionamento amigável de professor e aluno, onde ambos compartilharam o saber de maneira agradável e enriquecedora, e a criança  passará  a sentir vontade em  compartilhar  a aprendizagem. Pois todas as crianças têm  diferentes  história de vida, é  assim  na   escola,   e  dentro  da  sala de aula  também deve ter diferentes meios  de ensinar; o dialogo  é essencial  porque  através dele  há  a interação de todo  o grupo.
Durante a  regência  neste  ano 2013  e até então para realizar este artigo,  houve a  necessidade  de  observar  uma  turma   que  a principio  denotava  serem muitos agitadas  e não  demonstravam interesse em realizar tarefas solicitadas, havia  uma  aluna    que  era agressiva,  e  dois     hiperativo, que não demonstravam se importar  com as aulas  e nem com os professores. Foi preciso   colocar  em  prática  a  “ afetividade.”    A    aproximar    delas, principalmente  na  hora de corrigir as tarefas, primeiro de mesa em mesa ver quem tinha  feito, sempre  falando   para as crianças   a importância de investir em si próprio, e com  palavras dóceis  houve  aproximação  daqueles  que   demonstravam  falta de interesse pelo estudo. A  correção  acontecia de forma  geral na lousa, mas sempre fazendo   perguntas aos alunos  e direcionando   também aos  que  a principio  demonstravam não se importar, e assim  conseguia    fazer   com que  todos participassem.

Experiência  atual  em    sala
  Na hora do intervalo houve  o interesse   de  sempre estar  por  perto   daqueles que   estavam  quietos , triste,   e iniciar  uma conversa  e nesses  momentos  começava  a conhecer melhor os alunos.  Muitos começaram  a  demonstrar  necessidade  de  conversar,  passaram  a brincar, jogar  ping-pong,  pipolim,   interagindo melhor  com os demais alunos,  algumas  aulas  foram   preparada de forma que  sobrasse   uns  15 minutos   para  irem   à  quadra  jogar queimada, ou outra atividade  lúdica relacionada ao conteúdo. Foi marcada e  realizada  ida  a  uma sorveteria  em  um final de semana  para   que eles  descontraíssem  juntos, brincassem  na  praça, isso  com  a autorização dos pais . O resultado  foi   vê-los  mais compromissados com os estudos, mais participativos,  houve uma  melhora  gratificante na realização de tarefas e boas notas em avaliações.  Foi possível  entender   que  houve   aprendizagem  de formas diferentes, todos   passaram a  se  expressar  melhor e demonstrar  como  conseguiram entender  determinado conteúdo. Com essa turma houve  o privilégio  de  entender  o quanto um professor aprende com os alunos, e em como  um ato  de demonstração de interesse, de amizade  colabora  com  a mudança  de  atitudes  dos  alunos  em sala.
 Conclui-se  que  a escola  deve ser um ambiente agradável  a qual os alunos sintam vontade de estar nela, queiram  dividir suas  experiências  mesmo estando  juntos de pessoas   diferentes. Da  a certeza  que  afetividade é necessária na formação de pessoas felizes, éticas, seguras e capazes de conviver com o mundo que os cerca. No ambiente escolar  a afetividade é além de dar carinho, é aproximar-se do aluno, saber ouvi-lo, valorizá-lo e acreditar nele. As  psicólogas  Cláudia  Davis e  Zilma de Oliveira em seus estudos retratam que:
A presença do adulto dá a criança condições de segurança física e emocional que a levam a explorar  mais o ambiente e, portanto a aprender. Por outro lado, a interação humana  envolve  também a afetividade e a emoção como elemento básico.
Quando  a criança  e  até mesmo os jovens  sentem  que  o professor  se preocupa com ele, que pode contar com o professor  não somente em assuntos relacionados  a conteúdo; a interação é maior,  e o desenvolvimento  cognitivo  do aluno é  desenvolvido  e aproveitado. E a escola  passa  a ser um ambiente   bom, agradável  e desejável.

Como  ensinar 
“Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo.  E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade.” Paulo Freire.  ( Pensador  2005.)
Um  professor  não pode ter medo  de ser amoroso, compreensivo   e  amigo,  ele  tem sim de  ser disciplinado, respeitoso, pois dessa forma  estará ensinando ao seu aluno também  a sentir  o  desejo de ser. O envolvimento afetivo do professor  faz   a  diferença  no ambiente escolar.  Ter  um  olhar    de  afeto ao  educando,  ouvi-lo, estimulá-lo, analisar o por que da desatenção do estudante, tudo isso contribui  para uma  boa  educação, uma educação de qualidade.  A  escola  tem como objetivo trabalhar a  transformação da consciência, a humanização, e  é  por meio da  educação, da  apropriação do conhecimento  que  o aluno desenvolve  o cognitivo. Ensinar é compartir, aprender, desenvolver juntos.
“Ninguém  ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.” Paulo Freire. (Pensador 2005)
O aprender é constante   e a escola  é o lugar  onde  aprendemos  organizar pensamento, a criar e expor ideias em determinados  assuntos, e onde aprendemos como exercer a cidadania  e  a compreender  a vida.
Célia Regina Ross  em  Identidade, formação e processos Educativos na p. 195 a 214  demonstra  que é na escola  encontramos pessoas com diferentes  limitações próprias, portanto é nela também que aprendemos como  aceitar  as diferenças das pessoas   e viver   com a   educação  inclusiva. Aprendemos  como  aceitar, conviver  com  crianças com TEA, Autismo,  Hiperatividade e  várias  outras  limitações sem menosprezar  suas limitações  e a valorizar  à capacidade  exercida  por  esses  cidadãos. E na  escola que aprendemos que é necessário  mudar  certas  atitudes   para melhor   contribuir   com a sociedade, desenvolvendo  valores, hábitos e ideias sobre as coisas do mundo. Aprendemos  que é preciso sermos humanos.

A  mediação   do professor
O conhecimento  adquirido, conquistado  pelo  professor deve ser praticado  ao ensinar  através de mediação em uma aprendizagem sistematizada.  Para VIGOSTSKI(  2008p.108)
“ A tarefa do docente consiste em desenvolver  não uma única capacidade de pensar, mas muitas capacidades particulares de pensar  em campos diferentes; não em reforçar  a nossa capacidade  geral de prestar atenção, mas em desenvolver diferentes faculdades  de concentrar a atenção sobre diferentes matérias.
Cabe ao professor propiciar oportunidade aos alunos  em se expressar, levantar hipóteses , e  buscar  resposta  aos  questionamentos levantados e assim  adquirir conhecimento.É importante o professor  nunca menosprezar  a vivência do  educando. Compreender  que  as experiências  fora do âmbito escolar  sustentam o  processo   de  ensino  e  aprendizagem. O mundo    social do  docente  deve  ser  aceito, respeitado e compreendido, pois essas vivências propicia  descobertas e ajuda a superar  dificuldades.Veja  o pequeno trecho  retirado da p. 175  de um   artigo   do  livro  da  Urt,  o qual trata sobre o lúdico em contexto diferentes e a importância da mediação para a aprendizagem da criança a partir da abordagem histórico- cultural de VIGOSTSKI.   Artigo  elaborado por Michelle Alves Muller Proença.
 No fim  das contas  só a vida educa, e quando mais amplamente ela irrompe na escola mais dinâmica e rica será o processo educativo. O maior erro da escola foi ter fechado e se  isolado da vida como  uma cerca alta. A educação é  tão  inadmissível fora da vida quanto à combustão sem oxigênio ou a respiração  no vácuo. Por isso o trabalho educativo do pedagogo deve estar necessariamente vinculado ao seu trabalho criador social e vital. ( VIGOSTSKI, 2003,p.301).
Qual  deve  ser  o  objetivo da escola
 No  livro “ O poder dos quietos” mostra claramente  que   o   objetivo da escola deve ser preparar  as crianças  para o resto de suas  vidas, mas, com  bastante  frequência,  as crianças   precisam estar preparadas   para  sobreviver  á própria  escola.  A criança, o jovem  precisam  adquirir  a habilidade  que  os  ajudem  na carreira  futura.
O ambiente escolar  funciona  melhor quando  os alunos  são ensinados   a se aceitar  e aceitar o próximo, quando   ela valoriza os alunos  pelo que eles são, quando  compreende  que os alunos  têm estilo de  aprendizado diferente. Quando ela  entende que temos  crianças introvertidas  extrovertidas  e que ambas   possuem  talentos que precisam ser  estimulados  pelo   professor.  Ela se tornará  um lugar ideal para  compartir o aprendizado.
 O professor precisa  elogiar  os  educando, encorajá-los,  a trabalhar  em grupo, a serem  organizados, enfatizar  uma cultura tolerante e realista. Deve explorar cenários da vida real: por  exemplo  sentar com elas  e descobrir  como  elas conseguem desenvolver um trabalho  só  ou em grupo, como  assimilou o conteúdo. O desafio e fazer com que os alunos   compartilham  experiências do aprendizado,   da  vida  na escola.
 A  ideia  da  importância da afetividade   também é manifestada  no livro  Filosofia e Educação Uma Introdução da Perspectiva Cristã. Elaborado por  George  R. Knight. Np. 10 a 12 onde ele esclarece.  
“O professor  deve pedir informações  de maneira gentil com perguntas específicas e claras, e deixá-los (os alunos)  responder  em seu tempo. Á criança, o jovem, o professor  devem compartilhar   o  aprendizado não só  para o  período escolar, mas para a transformação  da  vida. Segundo George R Knight:
  “A  aprendizagem   prova  ser um conceito  mais difícil de se  definir, e diferentes teóricos da aprendizagem  chegaram  a posições variadas  a respeito da natureza  da  aprendizagem. Para propósitos atuais, a aprendizagem  pode  ser definida  como “ processo  que produz   a capacidade  de apresentar   um comportamento novo ou mudado ( ou que aumenta   a probabilidade   de um  comportamento   novo ou  mudado ser obtido  por  um estímulo   relevante ), considerando que um novo comportamento ou mudança  comportamental   não  pode ser explicada” com base em algum outro processo  ou experiência”- como envelhecimento ou fadiga. George R Knight 2001.

A partir  desta definição, nota-se   a aprendizagem  como um  processo   escolar diferente o qual  não se limita  a um contexto  institucional. Ela demonstra a  possibilidade  do  aprender individualmente. Afirma a  aprendizagem   como  processo   de vida  que ocorrer  em qualquer tempo ou lugar.   A educação pode ser vista  como um subconjunto da aprendizagem. A educação  é  um processo  de ensino  que requer  novos projetos e novas metodologias, porém esses devem vir acompanhados por  afeto humano.
George R Knight 2001,   deixa  nítido que  a escola  é o ambiente  em  que  a aprendizagem acontece diariamente com as experiências de vida.  A compreensão cresce quando  alguém é levado   a pensar  reflexivamente  sobre as relações   de causa  e efeito  em vez de apenas responder  a um conjunto  de estímulos. Um  desenvolvimento  do entendimento  é  herdado  na educação , enquanto  que  a atividade  responsiva irreflexiva  é geralmente associada ao treinamento.
  Segundo o autor  o “professor” no  mais completo  sentido da palavra,   pode   não ser um empregado de  um sistema escolar, mas um difusor, pai,pastor,ou amigo. Da mesma  forma, um programa de televisão ou um lar, em particular, tem  uma visão da verdade e da realidade  e um conjunto de valores que levam a escolher  um certo “currículo” e  a  empregar a metodologia  na aplicação de suas funções educacionais. No que  e segue, essa ideia  pode não estar sempre definida explicitamente, mas é implícita na discussão  e deve ser reconhecida se alguém quiser adquirir o mais completo  entendimento dos processos relacionados á educação.
 Refletindo  na  visão  de George. (2001) O meio educativo  das  crianças  diante do mundo amplo em aprendizagem, cabe ao  professor  ajudar os alunos  a  saber  compreender    e desenvolver a aprendizagem  com conhecimento pleno  de que  a   educação começa  em  casa  e esta  é a primeira escola  e os pais  os primeiros professores; já  a segunda   é  a escola  a qual   vários  professores   ensinam   diferentes  disciplinas, porém   além  de orientá-los    ao  entendimento em  determinada matéria, eles os orientam para  a vida, e essa é  a  maior   escola  da vida.
Hoje  os  alunos  precisam ser  estimulados  á  desenvolver  a capacidade  existente  neles  em  compreender   a  realidade da vida, precisam  querer  desenvolver  a concentração mental. E os professores são  exemplos  vivos para os alunos.  Eles têm  mais conhecimento de mundo, conhecem   mais  sobre  a “ realidade,” e  por  isso, são capazes de agir como intermediário. O  papel  dos   professores é transmitir conhecimento  da realidade e serem exemplos  do ideal de ético.Eles são  padrões     para os alunos  seguirem na  vida  social e intelectual. Daí  a importância  de estudar  a humanidade.
Para muitos  idealistas o próprio estudo da espécie humana é humanidade. Daí  o valor  de trabalhar com afetividade. Segundo  Alicia Fernandez (1991) a inteligência pode ser aprisionada pelo não afeto.
Segundo  a tradução  de  Aurélio (2012) , a afetividade é um conjunto de fenômenos psíquicos que se manifestam sob a forma de emoções, sentimentos e paixões, acompanhados sempre da impressão de dor ou prazer, de satisfação ou insatisfação, de agrado ou desagrado, de alegria ou tristeza.
Observa-se que a afetividade   é  de   grande importância para o desenvolvimento do cognitivo do aluno. Ajuda-o  na  concentração  em determinado  aprendizado por exemplo como já   citado  acima um aluno ao qual  o professor  o orienta  com  afeto, paciência,e  demonstração de carinho e respeito    como  meio de  ensinar; o aluno  passará a sentir  desejo de aprender  e  dar  uma devolutiva  ao  professor, e essa  será  através de boa nota,  participação   no desenvolvimento de  atividades  em  sala. Até mesmo   em  mudança  de  atitude  dentro   e fora  da escola, na casa, e  os  pais, professores, funcionários da escola  observarão a mudança  do educando. O mundo  precisa ser conhecido  pelos alunos através de sentidos.
Concluindo  o  educador   precisa estar  constantemente  buscando  meios para  ser  diferencial,  e  uma essência  de  uns dos meios  é o amor  e respeito não só à  profissão, mas  aos seres  humanos que estão  em fase  de conhecimento  de mundo. O desafio  não  é  somente estar embasado  na atualidade, na  disciplina  que comparte, em  enfrentar  os  avanços tecnológicos  na  escola,  mas sim  estar ciente   que o ser humano tem uma mente ativa e exploratória, e em vez de passiva e receptiva, estão aptos  a  criar , interagir em meio ao ambiente  que vive.
O conhecimento é uma transação onde os seres humanos  atuam sobre o meio.  A busca do conhecimento, portanto, é uma transação. Seres humanos  aprendem com experiências de transação  com o mundo.   Ao  atuar  sobre o meio sofrem conseqüências que  muitas  vezes  requer mudanças de atitudes e de vivencia. Os professores  são aprendizes  na experiência educacional, entretanto companheiros de estrada mais experientes,assim são guias, orientadores  na elaboração  e desenvolvimento de projetos. Por terem  experiências mais amplas coordenam, orientam os alunos  no desenvolvimento de atividades realizadas  pelos alunos.O  professor  ao  realizar o trabalho com amor e afeto não se preocupará  simplesmente em  transferir conhecimento, mas    sentirá desejo em ajudar os alunos  a explorarem resposta  para  dúvidas levantadas. Mas  saberá ser  um  “facilitador, terá  como objetivo conduzir os alunos a uma melhor compreensão  de  si mesmo.  

REFERÊNCIAS
White, Ellen G. 1827-1915. Fundamentos da educação cristã: a família, a escola e a comunidade no contexto da aprendizagem / Ellen White G. White; tradutor  Naor G. Conrado- Tatuí SP: Casa Publicadora Brasileira, 2008.
ISS:1413-1862 Mai./Jun.2013V.19/n.111 Editora Dimensão        
 Revista Presença pedagógica  www.presencapedagogica.com.br   acessado em 05/12/2013
A afetividade na relação educativa
Hoffimann, Jussara Avaliação mediadora: uma  prática em construção da pré- escola à universidade/ Jussara Maria Lerch Hoffimann,- Porto Alegre: Mediação, 2009 (Ed. atual.e ver.)
Urt,  Sônia da Cunha e Cintra, Rosana Carla  Gonsalves  Gomes
Identidade, Formação e Processos  Educativos, Sônia Urt e Rosana Carla Gonsalves Gomes Cintra (orgs.)- Campo Grande, MS, Life Editora, 2012.
O poder dos quietos: como os tímidos e introvertidos podem mudar um mundo  que não para de falar / Susan Cain; tradução  Ana Carolina Bento  Ribeiro. Rio de Janeiro: Agir, 2012. 352pg.: 23cm
Knight, George R. Filosofia e educação- Uma Introdução da Perspectiva Cristã. Imprensa Universitária Adventista. Centro  Universitário adventista  de são Paulo- Engenheiro Coelho, SP. 1º Semestre de 2001. ISBN: 85-87960-02-4  




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