DEPARTAMENTO DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA
LATO SENSU
MARIA
CANDELÀRIA MACIEL DA SILVA
A FETIVIDADE NA EDUCAÇÃO FAZ A
DIFERENÇA
Corumbá
2014
MARIA
CANDELÀRIA MACIEL DA SILVA
A FETIVIDADE NA EDUCAÇÃO FAZ A
DIFERENÇA
Artigo
apresentado como exigência para conclusão do Curso
de Pós-Graduação Lato Sensu em........., oferecido pela FACULDADE CIÊNCIAS,
EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA DARWIN, sob a orientação da Prof ....
Corumbá
2014
DEPARTAMENTO DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA
LATO SENSU
Nome
da Orientador (a): ......
Nome
do Orientando (a): ......
Tema
do Trabalho de Conclusão de Curso: .....
Aspectos avaliados:
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Nota
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Organização
do relatório de acordo com a normatização da ABNT
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Explicitação
das delimitações do tema
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Problematização
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Fundamentação
teórica
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Descrição
da metodologia de pesquisa
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Apresentação
clara e objetiva dos dados coletados
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Análise
crítica e fundamentação dos dados
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Exposição
da conclusão com base nos objetivos e problematização
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Coerência teórico-metodológica
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Clareza,
coerência, correção da linguagem.
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Regularidade
no cumprimento das tarefas solicitadas durante as orientações
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Realização
das alterações solicitadas pelo orientador
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Média
final
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Parecer do orientador:
Data:___/___/____
_______________________________
Assinatura
RESUMO
Este
artigo vem demonstrar a relação entre educação e afetividade, sua importância e
suas relações entre professor, aluno, escola e seu ambiente familiar. Mostrará a
importância do professor em conhecer seu aluno, e assim buscar atender às
necessidades da escola, porém atendendo
a sua própria.. Tem como objetivo mostrar que hoje em pleno século XXI a
educação “parece” não estar ligada
a valores, pois a violência tem
crescido nas escolas e a maioria dos alunos tem demonstrado
desmotivação pelo estudo .Os professores vivem buscando
diariamente uma forma
de contornar a situação no setor educativo, vivem em
busca de mudança
para melhor acompanhar a aprendizagem do aluno. Esta
pesquisa contribuirá para apresentar como o profissional deve se preparar
para tornar-se um educador de qualidade, capaz de conviver e
trabalhar com pessoas diferentes
e com as novas realidades da educação que passa por um processo de mudança, como por exemplo o
avanço tecnológico.
Palavras
- chave: Escola. Educação. Afetividade. Diferença. Aceitação.
Mudança.
¹Pós-Graduanda
em Psicopedagogia Institucional e
Clínica.
² Docente do Instituto Master
de Educação e Cultura.
A
FETIVIDADE NA EDUCAÇÃO FAZ A DIFERENÇA
aluno¹
orientadora ²
INTRODUÇÃO
Segundo a escritora White (2008, p. 5)
A educação da criança, em casa ou na escola não
deve ser como no mundo animais; pois as
crianças têm vontade inteligente, a qual
deve ser dirigida de maneira a reger todas as suas faculdades. Os
animais devem ser treinados, pois não possuem razão nem inteligência.
À mente humana que deve ser ensinado o domínio próprio ela deve ser educada a fim
de governar o ser humano, ao passo que os animais são governado por um dono, e ensinados a ser
submissos. O dono é a mente o juízo e
vontade para o animal. Uma criança pode ser
ensinada de maneira a não ter
vontade própria, assim como o animal.
Sua individualidade pode imergir na da pessoa que lhe dirige o ensino; sua
vontade, para todos os intentos e desígnios, estará sujeita à vontade de seu mestre.
Às
crianças assim educadas serão sempre deficientes em força moral e
responsabilidade como indivíduos. Não foram movidas a agir
pela razão e por princípios; sua vontade foi controlada por outros, e a mente
não foi desafiada a expandir-se e
fortalecer-se pelo exercício.
A
compreensão dos textos de White (2008) permite refletir na grande
responsabilidade do educador, em levar
o aluno a
ser um ser pensante que saiba
usar a ideia relacionada
ao conhecimento , usar a razão
em determinada decisão. E na
condição de um educador
profissional em ser a
pessoa que o
ajude a desenvolver
o aprendizado. O texto
da senhora White também
mostra que o
educador não deve
querer parar quando se deparar com uma dificuldade que
por ventura vier suceder, por exemplo quando se deparar
com uma criança
que necessite de
mais tempo para entender um conteúdo”. Incentiva o educador
a pensar em buscar
meios para ajudar
o aluno, principalmente aqueles
que tem dificuldade em
respeitar regras da escola. Muitos alunos sabem respeitar as
regras estabelecidas parecem ser bem educadas , porém quando se veem diante da regra rompidas
se sentem incapaz de agir, pensar ou decidir por si própria.
A
mesma autora deixa claro que a educação começa em casa e os primeiros educadores são os pais, em seus escrito
nota-se a importância do educador em ter
um bom relacionamento com os pais dos
alunos para juntos encontrar meios
de ensinar a criança,
ajudá-la a entender
a disciplina administrada pelo professor, motivando a criança a refletir
na qualidade de uma boa
educação.
A afetividade faz a diferença, pois onde há uma busca de um relacionamento de
amizade e compreensão o trabalho educacional tende a ser melhor. O aluno precisa entender que a
escola é um ambiente agradável, a qual
complementa o ensinamento de
casa, e amplia com ensinamentos
didáticos que servirão para
a vida. As crianças e os jovens devem ser educados a
ser , a ouvir a voz
da experiência dos pais e
mestre, a fim de que possam desenvolver
uma mente que pense antes de agir, que desenvolvam o sentimento de respeito por si próprio e
aprendam a confiar na capacidade
em se tornar um adulto responsável.
Da cooperação a aceitação
No
livro “Poder dos quietos” de
Susa Cain esclarece que a
cooperação quando somada com a afetividade possibilita uma mudança para melhor.
Porque ela facilita
o contato com o aluno, esse passa
a ouvir o professor, e a
desenvolver melhor a disciplina
que está sendo aplicada. É
importante olhar para o aluno com
olhar diferente, ou seja um
professor precisa aprender
a buscar entender
o porquê do
aluno não aprender
determinada matéria.
Sabendo-se que
não é possível ser dez
tudo, mas também, que não
se pode acomodar
quando o aluno tira nota baixa em
determinada matéria, é
necessário conversar com o aluno
procurar através de dialogo ajudá-lo; fazê-lo se sentir querido, tentar
despertar o interesse nele em
melhorar o que falta. Quando um aluno se sente amado e compreendido pelo mestre, ele procura devolver
o afeto recebido e esse
geralmente e através das notas
e do compromisso com as tarefas,
trabalho solicitado, os jovens gostam de
se sentirem importante. É preciso
o educador lembrar que foi um
aluno. Assim haverá uma melhor
aceitação. Quando o educador aceita o
educando como ele é
facilita o trabalho.
Veja as seguintes frases de Vigostsky, e a do Wallon
retirada na internet em
05/12/2013”
“Através
dos outros, nos tornamos nós mesmos.”
“ O
saber que não vem da experiência não é
realmente saber”
Interessante que
ao compará-la compare com a de
Wallon citada abaixo percebe-se
o quanto é importante
desenvolver a afetividade ao trabalhar
não só com a
criança, mas também com adolescente
e adulto.
“ Não há como se dirigir á inteligência da criança sem se
dirigir à criança como um todo.”
Interessante destacar
que essas frases
podem ser relacionadas às pessoas em
geral, por experiência, tenho observado essa realidade. Por trabalhar
com alunos do ensino fundamental no período
vespertino e EJA
Estudo Jovem e Adultos período noturno percebo
que muitos alunos
tem uma história
de vida que
confirma as frases
de Vigostsky e
Wallon, citadas acima.
Segundo o artigo
elaborado por Marinalva Lopes
Ribeiro. As relações entre professores e
estudantes podem contribuir para a melhoria de atitudes positivas em relação ao
conteúdo das disciplinas escolares e aos professores que as ministram (Dias,
2003; Espinosa, 2002; Morales, 2001). Chaves e
Barbosa (1998); Felden (2008) e Ribeiro (2008), com efeito, constataram
que os alunos demonstram maior interesse pelas disciplinas cujos professores
mantêm uma relação amistosa com eles, fazem-lhes elogios, incentivam-lhes,
trocam ideias sobre seus deveres e questionam sobre suas
vidas, demonstram afeição ou, ao menos, não são agressivos, como se pode
verificar no depoimento extraído do
artigo. :
Quando eu não gosto do professor, ele não me
incentiva nem um pouco a estudar, eu só estudo pra passar, infelizmente, eu sou
assim. Agora, quando é um professor que dá espaço, que incentiva, que não é diferente com o aluno, é igual com
o aluno, o aluno estuda além do que é pra estudar, comigo é assim. Um professor
que gostava muito, eu corria atrás, estudava, fazia pergunta (Estudante de Matemática, 2010.
O aluno passa a
aceitar não só o professor como a querer aprender a disciplina
ministrada. Ele começa a buscar
muito mais. Foi observado
isso em sala que
me da a certeza de dizer
que quando o professor se aproxima do aluno
e o motiva a
aprender tudo começa
a ter sentido para o educando. E poucos são
os que se mostram indiferente
diante do contato afetivo.
A afetividade não está relacionado somente
a toque, mas sim á
compreensão,a amizade, ao querer ser
amigo do aluno, apesar de sempre ouvir
que aluno não é amigo de professor, mas é
importante o educador
transmitir confiança, conquistar esse
aluno, dessa forma a troca de saber
passará por uma
mudança satisfatória.
O
educador é o colaborador no
desenvolvimento de ensino de
qualidade, através de projetos
pedagógicos significante capaz
de favorecer uma
educação de qualidade
para todos . E os projetos devem
ser elaborados e discutidos
juntos aos alunos, para que eles se sintam valorizados
e desenvolvam com otimismo,
utilizando as habilidades
adquiridas a LDB diz:
“O homem precisa
aprender a desenvolver
habilidades para se tornar
um cidadão competente capaz
de entender a sociedade, e
saber que todas
as pessoas precisam
saber a lógica
da finalidade educacional
de acordo com
a lei de diretrizes Bases.”
A
educação Nacional tem como
objetivo formar cidadão, mas isso é um tarefa
árdua que o educador
enfrenta todos os dias para
fazer com que os
alunos compreendam que a
educação é uma
condição para melhorar
a condição de vida, e a
melhoria aconteça é
através da aprendizagem, no desenvolvimento da
competência, do caráter a qual
vise competência para viver
sabendo se relacionar com outras pessoas.
A
educação é um
processo que colabora na constituição do
sujeito, e o sujeito
tem a capacidade de criar e recriar a aprendizagem, e assim o educador
é o mediador
do processo pedagógico. O trabalho do
professor se torna mais rico, pois
além de trabalhar
conteúdo curricular ele provoca
o desenvolvimento psicológico do aluno.
Segundo
o livro Identidade, Formação e Processos
Educativos 1ª Ed 2012 “ Compreende-se
melhor em como VIGOSTSKI pensava
na coletividade do homem, pois
ele defendia a ideia
de que existe uma origem
histórica social da psique humana, sendo assim não se pode pensar no indivíduo
sem pensar na condição
social que ele vive. E como para Wallon
as emoções tem o papel predominante no desenvolvimento da pessoa e é por meios delas que o aluno exteoriza seus
desejos e suas vontades pouco
estimulados, pelos modelos tradicionais
de ensino. “Esse livro é rico por apresentar um trabalho maravilhoso da
professora Sônia da Cunha Urt, Rosana
Carla Gonçalves Gomes Cintra (orgs.) o qual
possibilita maior compreensão no
processo educativo.
Explorando a inteligência
Segundo
o
artigo de Mariana Roncaranti “Um estudo sobre o desenvolvimento infantil” apresentado na
revista Presença pedagógica
maio/ junho 2013 p.59 a 62, e
refletindo na ideia
apresentada nota-se que
a teoria de Henri Wallon
ainda é um desafio
para muitos pais, escolas,
professores, as escolas deveriam colocar em
prática ideias humanistas valorizando a importância da escola. As atividades pedagógicas devem
ser trabalhadas de forma variada,
a inteligência do aluno deve ser exploradas como por exemplo relacionar o
conteúdo com música, jogos,teatros,
filmes, poesias, figuras, slides; já nas
leituras propostas aos alunos motivá-los a ler deixando-os
a vontade para expor a leitura em
sala; propondo-os a expor
na sala da forma que se sentir melhor, porém
desafiando-os a incentivar os colegas a ler
o livro exposto. É
importante fazer com que os alunos interajam no
ambiente escolar, é importante
entender que os alunos são
diferentes uns dos outros e que existe
diferentes forma de
aprender. Segundo Wallon
a construção do eu depende
essencialmente do outro, principalmente quando a criança começa a viver
a chamada crise de mudança.
A importância do diálogo com o
aluno
O
livro O poder dos quietos de Susan Cain 2012 reforça
bem a importância
em dialogar com o aluno, e como
também é um ótimo começo para um relacionamento amigável
de professor e aluno, onde ambos compartilharam o saber de maneira agradável e
enriquecedora, e a criança passará a sentir vontade em compartilhar
a aprendizagem. Pois todas as crianças têm diferentes história de vida, é assim
na escola, e
dentro da sala de aula também deve ter diferentes meios de ensinar; o dialogo é essencial
porque através dele há a
interação de todo o grupo.
Durante
a regência neste ano 2013
e até então para realizar este artigo,
houve a necessidade de observar uma
turma que a principio
denotava serem muitos
agitadas e não demonstravam interesse em realizar tarefas
solicitadas, havia uma aluna
que era agressiva, e dois
hiperativo, que não demonstravam se
importar com as aulas e nem com os professores. Foi preciso colocar
em prática a “
afetividade.” A aproximar
delas, principalmente na hora de corrigir as tarefas, primeiro de mesa
em mesa ver quem tinha feito,
sempre falando para as crianças a importância de investir em si próprio, e com palavras dóceis houve
aproximação daqueles que
demonstravam falta de interesse
pelo estudo. A correção acontecia de forma geral na lousa, mas sempre fazendo perguntas aos alunos e direcionando também aos
que a principio demonstravam não se importar, e assim conseguia
fazer com que
todos participassem.
Experiência atual
em sala
Na hora do intervalo houve o interesse
de sempre estar por
perto daqueles que estavam quietos , triste, e iniciar
uma conversa e nesses momentos começava
a conhecer melhor os alunos.
Muitos começaram a demonstrar
necessidade de conversar,
passaram a brincar, jogar ping-pong,
pipolim, interagindo melhor com os demais alunos, algumas
aulas foram preparada de forma que sobrasse
uns 15 minutos para
irem à quadra
jogar queimada, ou outra atividade
lúdica relacionada ao conteúdo. Foi marcada e realizada
ida a uma sorveteria em um
final de semana para que
eles descontraíssem juntos, brincassem na praça, isso com a
autorização dos pais . O resultado
foi vê-los mais compromissados com os estudos, mais
participativos, houve uma melhora
gratificante na realização de tarefas e boas notas em avaliações. Foi possível
entender que houve
aprendizagem de formas
diferentes, todos passaram a se expressar
melhor e demonstrar como conseguiram entender determinado conteúdo. Com essa turma
houve o privilégio de
entender o quanto um professor
aprende com os alunos, e em como um
ato de demonstração de interesse, de
amizade colabora com a
mudança de atitudes
dos alunos em sala.
Conclui-se
que a escola deve ser um ambiente agradável a qual os alunos sintam vontade de estar
nela, queiram dividir suas experiências
mesmo estando juntos de
pessoas diferentes. Da a certeza
que afetividade é necessária na
formação de pessoas felizes, éticas, seguras e capazes de conviver com o mundo
que os cerca. No ambiente escolar a
afetividade é além de dar carinho, é aproximar-se do aluno, saber ouvi-lo,
valorizá-lo e acreditar nele. As
psicólogas Cláudia Davis e
Zilma de Oliveira em seus estudos retratam que:
A
presença do adulto dá a criança condições de segurança física e emocional que a
levam a explorar mais o ambiente e,
portanto a aprender. Por outro lado, a interação humana envolve
também a afetividade e a emoção como elemento básico.
Quando a criança
e até mesmo os jovens sentem
que o professor se preocupa com ele, que pode contar com o
professor não somente em assuntos
relacionados a conteúdo; a interação é
maior, e o desenvolvimento cognitivo
do aluno é desenvolvido e aproveitado. E a escola passa
a ser um ambiente bom,
agradável e desejável.
Como
ensinar
“Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu
amo as gentes e amo o mundo. E é porque
amo as pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que a justiça social se
implante antes da caridade.” Paulo Freire. ( Pensador 2005.)
Um professor
não pode ter medo de ser amoroso,
compreensivo e amigo,
ele tem sim de ser disciplinado, respeitoso, pois dessa
forma estará ensinando ao seu aluno
também a sentir o
desejo de ser. O envolvimento afetivo do professor faz
a diferença no ambiente escolar. Ter
um olhar de
afeto ao educando, ouvi-lo, estimulá-lo, analisar o por que da
desatenção do estudante, tudo isso contribui
para uma boa educação, uma educação de qualidade. A
escola tem como objetivo
trabalhar a transformação da
consciência, a humanização, e é por meio da
educação, da apropriação do
conhecimento que o aluno desenvolve o cognitivo. Ensinar é compartir, aprender,
desenvolver juntos.
“Ninguém ignora tudo.
Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma
coisa. Por isso aprendemos sempre.” Paulo Freire. (Pensador 2005)
O aprender é constante
e a escola é o lugar onde
aprendemos organizar pensamento,
a criar e expor ideias em determinados
assuntos, e onde aprendemos como exercer a cidadania e a
compreender a vida.
Célia Regina Ross em Identidade, formação e processos Educativos na
p. 195 a 214 demonstra que é na escola encontramos pessoas com diferentes limitações próprias, portanto é nela também
que aprendemos como aceitar as diferenças das pessoas e viver
com a educação inclusiva. Aprendemos como
aceitar, conviver com crianças com TEA, Autismo, Hiperatividade e várias
outras limitações sem menosprezar suas limitações e a valorizar à capacidade
exercida por esses
cidadãos. E na escola que
aprendemos que é necessário mudar certas
atitudes para melhor contribuir
com a sociedade, desenvolvendo
valores, hábitos e ideias sobre as coisas do mundo. Aprendemos que é preciso sermos humanos.
A mediação
do professor
O conhecimento
adquirido, conquistado pelo professor deve ser praticado ao ensinar
através de mediação em uma aprendizagem sistematizada. Para VIGOSTSKI( 2008p.108)
“ A tarefa do docente consiste em desenvolver não uma única capacidade de pensar, mas
muitas capacidades particulares de pensar
em campos diferentes; não em reforçar
a nossa capacidade geral de
prestar atenção, mas em desenvolver diferentes faculdades de concentrar a atenção sobre diferentes
matérias.
Cabe ao professor propiciar oportunidade aos alunos em se expressar, levantar hipóteses , e buscar
resposta aos questionamentos levantados e assim adquirir conhecimento.É importante o
professor nunca menosprezar a vivência do
educando. Compreender que as experiências fora do âmbito escolar sustentam o
processo de ensino
e aprendizagem. O mundo social do
docente deve ser
aceito, respeitado e compreendido, pois essas vivências propicia descobertas e ajuda a superar dificuldades.Veja o pequeno trecho retirado da p. 175 de um artigo
do livro da Urt, o
qual trata sobre o lúdico em contexto diferentes e a importância da mediação
para a aprendizagem da criança a partir da abordagem histórico- cultural de
VIGOSTSKI. Artigo elaborado por Michelle Alves Muller Proença.
No fim das contas
só a vida educa, e quando mais amplamente ela irrompe na escola mais
dinâmica e rica será o processo educativo. O maior erro da escola foi ter
fechado e se isolado da vida como uma cerca alta. A educação é tão
inadmissível fora da vida quanto à combustão sem oxigênio ou a
respiração no vácuo. Por isso o trabalho
educativo do pedagogo deve estar necessariamente vinculado ao seu trabalho
criador social e vital. ( VIGOSTSKI, 2003,p.301).
Qual deve
ser o objetivo da escola
No livro “ O poder dos quietos” mostra
claramente que o
objetivo da escola deve ser preparar
as crianças para o resto de
suas vidas, mas, com bastante
frequência, as crianças precisam estar preparadas para
sobreviver á própria escola.
A criança, o jovem precisam adquirir
a habilidade que os
ajudem na carreira futura.
O ambiente escolar
funciona melhor quando os alunos
são ensinados a se aceitar e aceitar o próximo, quando ela valoriza os alunos pelo que eles são, quando compreende
que os alunos têm estilo de aprendizado diferente. Quando ela entende que temos crianças introvertidas extrovertidas
e que ambas possuem talentos que precisam ser estimulados
pelo professor. Ela se tornará um lugar ideal para compartir o aprendizado.
O professor
precisa elogiar os
educando, encorajá-los, a trabalhar em grupo, a serem organizados, enfatizar uma cultura tolerante e realista. Deve
explorar cenários da vida real: por
exemplo sentar com elas e descobrir
como elas conseguem desenvolver
um trabalho só ou em grupo, como assimilou o conteúdo. O desafio e fazer com
que os alunos compartilham experiências do aprendizado, da
vida na escola.
A ideia
da importância da afetividade também é manifestada no livro Filosofia e Educação Uma Introdução da
Perspectiva Cristã. Elaborado por
George R. Knight. Np. 10 a 12
onde ele esclarece.
“O professor deve
pedir informações de maneira gentil com
perguntas específicas e claras, e deixá-los (os alunos) responder
em seu tempo. Á criança, o jovem, o professor devem compartilhar o
aprendizado não só para o período escolar, mas para a transformação da
vida. Segundo George R Knight:
“A aprendizagem
prova ser um conceito mais difícil de se definir, e diferentes teóricos da
aprendizagem chegaram a posições variadas a respeito da natureza da aprendizagem.
Para propósitos atuais, a aprendizagem
pode ser definida como “ processo que produz
a capacidade de apresentar um comportamento novo ou mudado ( ou que
aumenta a probabilidade de um
comportamento novo ou mudado ser obtido por um
estímulo relevante ), considerando que
um novo comportamento ou mudança
comportamental não
pode ser explicada” com base em algum outro processo ou experiência”- como envelhecimento ou
fadiga. George R Knight 2001.
A partir desta
definição, nota-se a aprendizagem como um
processo escolar diferente o
qual não se limita a um contexto
institucional. Ela demonstra a
possibilidade do aprender individualmente. Afirma a aprendizagem
como processo de vida
que ocorrer em qualquer tempo ou
lugar. A educação pode ser vista como um subconjunto da aprendizagem. A
educação é um processo
de ensino que requer novos projetos e novas metodologias, porém
esses devem vir acompanhados por afeto
humano.
George R Knight 2001, deixa
nítido que a escola é o ambiente
em que a aprendizagem acontece diariamente com as
experiências de vida. A compreensão
cresce quando alguém é levado a pensar
reflexivamente sobre as
relações de causa e efeito
em vez de apenas responder a um
conjunto de estímulos. Um desenvolvimento do entendimento é
herdado na educação , enquanto que a
atividade responsiva irreflexiva é geralmente associada ao treinamento.
Segundo o autor o “professor” no mais completo
sentido da palavra, pode não ser um empregado de um sistema escolar, mas um difusor,
pai,pastor,ou amigo. Da mesma forma, um
programa de televisão ou um lar, em particular, tem uma visão da verdade e da realidade e um conjunto de valores que levam a
escolher um certo “currículo” e a
empregar a metodologia na
aplicação de suas funções educacionais. No que
e segue, essa ideia pode não
estar sempre definida explicitamente, mas é implícita na discussão e deve ser reconhecida se alguém quiser
adquirir o mais completo entendimento
dos processos relacionados á educação.
Refletindo na
visão de George. (2001) O meio educativo
das crianças diante do mundo amplo em aprendizagem, cabe
ao professor ajudar os alunos a
saber compreender e desenvolver a aprendizagem com conhecimento pleno de que
a educação começa em
casa e esta é a primeira escola e os pais
os primeiros professores; já a
segunda é a escola
a qual vários professores
ensinam diferentes disciplinas, porém além
de orientá-los ao entendimento em determinada matéria, eles os orientam
para a vida, e essa é a
maior escola da vida.
Hoje os alunos
precisam ser estimulados á
desenvolver a capacidade existente
neles em compreender
a realidade da vida,
precisam querer desenvolver
a concentração mental. E os professores são exemplos
vivos para os alunos. Eles
têm mais conhecimento de mundo,
conhecem mais sobre
a “ realidade,” e por isso, são capazes de agir como intermediário.
O papel
dos professores é transmitir
conhecimento da realidade e serem
exemplos do ideal de ético.Eles são padrões
para os alunos seguirem na vida
social e intelectual. Daí a
importância de estudar a humanidade.
Para muitos idealistas
o próprio estudo da espécie humana é humanidade. Daí o valor
de trabalhar com afetividade. Segundo
Alicia Fernandez (1991) a inteligência pode ser aprisionada pelo não
afeto.
Segundo a
tradução de Aurélio (2012) , a afetividade é um conjunto
de fenômenos psíquicos que se manifestam sob a forma de emoções, sentimentos e
paixões, acompanhados sempre da impressão de dor ou prazer, de satisfação ou
insatisfação, de agrado ou desagrado, de alegria ou tristeza.
Observa-se que a afetividade
é de grande importância para o desenvolvimento do
cognitivo do aluno. Ajuda-o na concentração
em determinado aprendizado por
exemplo como já citado acima um aluno ao qual o professor
o orienta com afeto, paciência,e demonstração de carinho e respeito como
meio de ensinar; o aluno passará a sentir desejo de aprender e
dar uma devolutiva ao
professor, e essa será através de boa nota, participação
no desenvolvimento de atividades em
sala. Até mesmo em mudança
de atitude dentro
e fora da escola, na casa, e os
pais, professores, funcionários da escola observarão a mudança do educando. O mundo precisa ser conhecido pelos alunos através de sentidos.
Concluindo o educador
precisa estar constantemente buscando
meios para ser diferencial,
e uma essência de uns
dos meios é o amor e respeito não só à profissão, mas aos seres
humanos que estão em fase de conhecimento de mundo. O desafio não
é somente estar embasado na atualidade, na disciplina
que comparte, em enfrentar os
avanços tecnológicos na escola,
mas sim estar ciente que o ser humano tem uma mente ativa e exploratória,
e em vez de passiva e receptiva, estão aptos
a criar , interagir em meio ao
ambiente que vive.
O conhecimento é uma transação onde os seres humanos atuam sobre o meio. A busca do conhecimento, portanto, é uma
transação. Seres humanos aprendem com
experiências de transação com o
mundo. Ao atuar
sobre o meio sofrem conseqüências que
muitas vezes requer mudanças de atitudes e de vivencia. Os
professores são aprendizes na experiência educacional, entretanto
companheiros de estrada mais experientes,assim são guias, orientadores na elaboração
e desenvolvimento de projetos. Por terem
experiências mais amplas coordenam, orientam os alunos no desenvolvimento de atividades
realizadas pelos alunos.O professor
ao realizar o trabalho com amor e
afeto não se preocupará simplesmente
em transferir conhecimento, mas sentirá desejo em ajudar os alunos a explorarem resposta para
dúvidas levantadas. Mas saberá
ser um
“facilitador, terá como objetivo
conduzir os alunos a uma melhor compreensão
de si mesmo.
REFERÊNCIAS
White,
Ellen G. 1827-1915. Fundamentos da educação cristã: a família, a escola e a
comunidade no contexto da aprendizagem / Ellen White G. White; tradutor Naor G. Conrado- Tatuí SP: Casa Publicadora
Brasileira, 2008.
ISS:1413-1862
Mai./Jun.2013V.19/n.111 Editora Dimensão
A
afetividade na relação educativa
http://pensador.uol.com.br/frases_vygotsky/ acessado em 05/12/2013
http://www.slideshare.net/acleciodantas/henri-wallon-afetividade acessado em
o3/12/2013
http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/afetividade-e-aprendizagem-relacao-professor-e-aluno/44105/ acessado em 01/12/2013
Hoffimann, Jussara Avaliação mediadora: uma prática em construção da pré- escola à
universidade/ Jussara Maria Lerch Hoffimann,- Porto Alegre: Mediação, 2009 (Ed.
atual.e ver.)
Urt, Sônia da
Cunha e Cintra, Rosana Carla
Gonsalves Gomes
Identidade, Formação e Processos Educativos, Sônia Urt e Rosana Carla
Gonsalves Gomes Cintra (orgs.)- Campo Grande, MS, Life Editora, 2012.
O
poder dos quietos: como os tímidos e introvertidos podem mudar um mundo que não para de falar / Susan Cain;
tradução Ana Carolina Bento Ribeiro. Rio de Janeiro: Agir, 2012. 352pg.:
23cm
Knight,
George R. Filosofia e educação- Uma Introdução da Perspectiva Cristã. Imprensa
Universitária Adventista. Centro
Universitário adventista de são
Paulo- Engenheiro Coelho, SP. 1º Semestre de 2001. ISBN: 85-87960-02-4
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